quarta-feira, abril 06, 2011

Saúde Infantil


                                   Segundo dados da Organização Mundial da Saúde:
  • 42 de cada 100 crianças nascidas morrem no primeiro ano de vida.
  • 9 de cada 12% das crianças com menos de 5 anos de idade sofrem de com a desnutrição.
  • Os brasileiros com mais de 25 anos de idade estudam em média duarnte apenas 3,5 anos.
Somente o profissonal médico pode prescrever o tipo de alimentação que seu filho necessita: amamentação materna, artificial, pastosa e sólida, além da época em que tais alimentos devem ser introduzidos ao bebê.
Não há Saúde sem nutrição adequada. Cada idade da criança requer um conjunto de nutrientes, dosados e balanceados. A otimização da alimentação infantil muitas vezes conflita com crenças, modismos, erros culturais das famílias, mitos e inverdades que se firmaram através dos tempos.
Cabe ao Pediatra, e só a ele, orientar a alimentação adequada para cada criança que atende.
Amamentação Materna
A mais moderna ação de saúde da Puericultura é também a mais ancestral. Representa uma volta às origens.
Ninguém hoje mais duvida das qualidades da amamentação, quer para salvar vidas e diminuir Mortalidade Infantil em áreas pobres – às vezes muito perto de nós – quer para manter um estado ideal de bem estar físico e emocional que vemos na mãe que amamenta e no bebê que é amamentado.
                                                         Doenças infantis mas frequentes

  • Cólicas
Na prática, a cólica é frequentemente caracterizada apenas pelo choro sem motivo aparente.

Acontece que o choro é uma ferramenta, normal e fisiológica, de comunicação, usada pelo lactente nos seus primeiros meses de vida.
A etiologia da cólica do lactente, que já é conhecida pelos pediatras há mais de um século, continua a representar um enigma. Diferentes causas que podem ser aditivas, mas frequentemente são contraditórias, têm sido aventadas, e estas podem ser dividas em gastrintestinais e não gastrintestinais. A cólica pode ser uma variante normal e estaria relacionada a uma imaturidade fisiológica. É curioso notar que os prematuros tem o mesmo padrão de choro e de cólicas, e que atingem o pico com 6 semanas de idade gestacional, isto é, a mesma dos lactentes a termo.
Temperamento da criança, ansiedade dos pais (que pode ser agravada por inexperiência e falta de apoio), depressão materna, personalidade da mãe, problemas na dinâmica familiar e possibilidade de sequelas emocionais são aspectos que já foram levantados e apaixonadamente debatidos.

  • Gripe
O resfriado pode ser causado por diversos vírus, geralmente provocando leve irritação na garganta, coriza, febre baixa e tosse. Os sintomas são mais amenos do que nos quadros gripais. Já a gripe, causada pelo fírus influenza, além de manifestar sintomas mais graves de irritação na garganta, tosse frequente e obstrução nasal, habitualmente vem acompanhada de febre alta, dor de cabeça, dores musculares, mal-estar generalizado e calafrios frequentes.
A forma mais comum de infecção é através de gotículoas no ar, passando de uma pessoa a outra. O vírus da gripe é altamente contagioso e, portanto, altamente transmissível.
Sim. Embora, frequentemente, seja considerada uma doença trivial, a gripe pode ter um impacto devastador. A história registra vários surtos. A ação do vírus pode causar sérias complicações, principalmente em crianças, idosos, pessoas imunocomprometidas e doentes crônicos.
As complicações são muito frequentes, especialmente em pessoas que já possuam outras enfermidades, como diabetes, doenças pulmonares ou cardíacas crônicas e aqueles com função imune reduzida, como crianças e idosos. A gripe pode causar sérias complicações que podem ser fatais como a pneumonia.
  • Otite
 bactéria Streptococcus pneumoniae, frequentemente está presente no fundo do nariz da criança (rinofaringe), sem causar a doença, fazendo parte da flora natural do organismo. As crianças que frequentam creches, escolinhas ou locais de aglomeração com outras crianças, estão mais sujeitas a disseminação e exposição destas bactérias, podendo adquirir doenças pneumocócicas. A mais comum delas é a otite média aguda, inflamação do ouvido médio.

As infecções de ouvido estão entre as doenças que ocorrem com maior frequencia em crianças de baixa idade, tendo o Streptococcus pneumoniae como um dos principais causadores.
Nos Estados Unidos, aproximadamente 7 milhões de crianças são acometidas de otite média. Cerca de 80% das crianças, apresentam pelo menos um episódio de otite média até os 5 anos de vida. O sintoma mais comum da otite média é a forte dor no ouvido, causando extremo sofrimento para as crianças e seus familiares.
O tratamento da otite média se faz através do uso de antibióticos indicados pelo pediatra.
A utilização de antibióticos vem crescendo gradativamente, devido ao alto índoce de diagnósticos de otite média aguda nos consultórios pediátricos. O uso frequente e indiscriminado de antibióticos pode fazer com que a bactéria desenvolva resistência aos mesmos, reduzindo a eficácia do tratamento, permitindo a cronificação da doença.
Casos repetitivos de episódios de otite, podem resultar em complicações como poerda da audição, dificuldades no aprendizado e atrasos no desenvolvimento da fala. Com essas complicações pode ser necessário um tratamento cirúrgico, com o intuito de reverter a situação.
Uma alternativa para minimizar as repetições de otite média, entre outras infecções pneumocócicas e a utilização exagerada de antibióticos, pode ser a prevenção, na qual as vacinas ocupam destacado papel.
  • Anemia

Anemia é uma das situações clínicas mais frequentes na prática médica. Embora muitas pessoas considerem a terminologia como sendo uma doença, ela nada mais é do que um dado laboratorial que se obtém no hemograma.
A dosagem da proteína hemoglobina é o que baliza a definição de anemia, e valores abaixo do esperado no paciente, respeitando-se as suas características de sexo e idade, atestarão se existe ou não uma anemia.
Palidez e irritação são sintomas de anemia
A criança muda de comportamento. Comia bem, já não come mais. Está pálida, desanimada, sempre com sono ou irritada. Os sintomas podem indicar uma anemia e precisam ser investigados. Primeiro para afastar doenças mais graves. Um exame clínico apurado, associado ao relato do histórico de vida da criança e exames de sangue darão o diagnóstico exato para a definição do tratamento. A queda do número de glóbulos vermelhos e também a queda na taxa de hemoglobina no sangue (a substância que dá cor aos glóbulos vermelhos). As anemias se dividem em hereditárias (defeito congênito como a Talassemia e Anemia Falciforme) e as adquiridas.
Entre as anemias adquiridas estão a anemia ferropriva (falta de ferro), e anemia fólicopriva (falta de ácido fólico) e deficiência de vitamina B12. Entre elas, a anemia fólicopriva e a causada por deficiência de B12 são raríssimas em crianças.
"Nas crianças, a anemia mais comum é a ferropriva, que pode estar associada a alguns fatores. O parto prematuro é um deles, porque a cota de ferro é armazenada criança no último trimestre da gravidez. Se a criança nasce de oito meses, deixou de adquirir um mês de ferro da transferência da placenta, o que faz os prematuros terem mais chances de adquirir anemia carencial, que começa antes dos seis meses", explicam a Dra. Maria Filomena e o Dr. Guidetti.
A mesma tendência pode ser verificada entre gêmeos, por conta da distribuição de ferro que pode ser maior para uma das crianças e entre mães com muitas gestações, e muito próximas, nesses casos as mais novas propensas à anemia carencial, já que não houve tempo para reserva de ferro. No entanto, mães anêmicas não têm, necessariamente, filhos anêmicos.
Quando o nível de hemoglobina cai muito no sangue, existe o comprometimento das atividades da criança, que pode ter alterações de frequência cardíaca, sopro no coração, falta de ar quando brinca um pouquinho, tudo pela deficiência no transporte do oxigênio pelo corpo, já que os glóbulos desempenham essa função.
Para confirmar o diagnóstico, os médicos destacam como prioritário o conhecimento da história da criança, para confirmar se ela tem uma deficiência aimentar, e avaliar a qualidade da sua dieta, ou se ela tem algum outro tipo de problema que comprometa a absorção de ferro pelo organismo.
"Algumas crianças podem ser alérgicas ao leite de vaca, e essa alergia só se manifesta através de uma diarréia. Nesse caso, a criança não tem boa absorção por causa de uma proteína do leite a lactose", relatam.
Depois de conhecer o histórico da criança, os médicos utilizam o exame clínico em busca de descoramento de mucosas, manchas roxas, alterações dos gânglios e aumento de fígado e baço, que sinalizam outro diagnóstico.
Os exames complementares são o hemograma, que revela o total de glóbulos vermelhos, hemoglobina, plaquetas, leucócitos e dosagem de ferritina, para medir o estoque de ferro no corpo e a dosagem de ferro circulante no momento da coleta. Caso existam dúvidas - se os pais são descendentes de italianos e povos mediterrâneos ou negros - é pedido o exame de eletroforese de hemoglobina para afastar anemia congênita, que pode estar associada à anemia carencial.

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